Hoje toda e qualquer experiência
Da minha iniciada juventude
Não foram suficientes para amenizar o cansaço da velhice
Fui invadida de perguntas sobre existência
Perguntas que me trouxeram uma realidade infeliz
Durante a vida batalhamos por sonhos
Vivemos momentos únicos
Criamos expectativas e caímos
Passamos a vida aprendemos ser gente
E de repente tudo o que tivemos numa vida
Se vê esquecido numa cama
Tudo o que um dia foram sorrisos
Se tornam lagrimas indeléveis
E espantosos gritos de agonia
Deitados em camas com olhares vagos
Sentados em cadeiras que não confortam seus corações
Suas mentes cederam à chagada da idade
Os traços da mocidade se escondem por entre rugas
Cada coração espera pela vinda da morte
São em lugares como este
Que os sonhos se cessam
Que o amor se esgota
Que a liberdade se perde
São em lugares assim
Que encontramos brilho nos olhos
Na chegada de uma visita,
Que resgatamos sorrisos
De almas sofridas por anos.
Não esperam nada vindo de nós
Mas se alegram ao surpreendê-los
E apesar de velhos, aprendi:
“que a gente nunca deixa de ser o que já fomos um dia”.
Enquanto eu respirar...
"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... Continuarei escrevendo!" (Clarice Lispector)
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
domingo, 3 de junho de 2012
Jovens Inocentes
"A vida jamais será fácil, mas você pode tornar da dificuldade a razão para viver feliz. Qualquer medo que sentir, confie em si mesmo e conte até 5, e esse medo passará, pois a força que move sua mente é mais forte do que qualquer sentimento." (Maurício Ferreira)
quinta-feira, 22 de março de 2012
Merece ser refletido
Boa noite galera, hoje não quiz postar nada que fosse meu, preferi dar espaço a um texto incrível de Arnaldo Jabor e devo dizer que vale a pena ler... É um conjunto de palavras perfeitas que descrevem e incentivam o quanto o amor é importante e o quanto viver feliz é simples. Espero que gostem escolhi com carinho...
Estamos com fome de amor
Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.
Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Antes idiota que infeliz!
Por: Arnaldo Jabor
Estamos com fome de amor
Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.
Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Antes idiota que infeliz!
Por: Arnaldo Jabor
domingo, 18 de março de 2012
Pare
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Dom... Ninguém escolhe

Não nasci para ser poeta
Nem ao menos planejei isso.
O que eu não sabia e nem conhecia
Era esse dom de me expressar
em palavras tão simples
Um lápis e um papel
É o que preciso
E te dou um poema.
Sempre sonhei
Trabalhar com medidas exatas
Mas ser poeta é diferente
Desafia qualquer lei física
Pois não existe sentimentos
Nem palavras exatas
Você não planeja fazer
Ele simplesmente vem
Quando você menos espera.
Ser poeta
Ultrapassa qualquer limite
Vai além de simples palavras
Aquelas palavras cotidianas
Passam a ter sentimentos
Num poema
Essas palavras guardam segredos
Que um poeta
Jamais revelaria
Ser poeta para mim
Não é apenas escrever
Ser poeta para mim
Já virou dever
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Rosa alaranjado
O céu ganha um tom de rosa alaranjado
O pôr-do-sol mostra ser fim de tarde
Uma leve brisa do vento passa por entre meus cabelos
Cortando o céu ainda claro
As nuvens passam a ter outro tom de cor
E o sol trás o espetáculo da despedida.
O balançar das árvores gera música aos meus ouvidos
E o vento que não é fraco e nem forte
Traz um delicioso frescor das flores
Um cheiro agradável para a eternidade
É assim que me vejo quando encontrar a paz
Sentada no chão, com um lápis e um caderno
Escrevendo sobre a vida, escrevendo sobre o meu mundo
Criando opiniões diferentes e discretas
Longe da cidade,
Afastada de toda sociedade,
Pensar é algo que requer silêncio.
Nos prendemos em barulhos intermináveis,
Mas chega a hora em que precisamos nos afastar dele
Para pensar e encaixar a vida no eixo
Fugimos da sociedade para encontrar paz e sossego
E novamente me volta a visão
De um céu rosa alaranjado...
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Medo insistente
Olho no escuro e não vejo nada
Um ar frio me faz temer
Algo que não vejo
Algo que jugam não existir
Algo que eu sei estar ali
Tenho mais medo do que eu imagino
Talvez não deva passar pela porta
Que tanto me assombra
O que me espera lá?
Eu não sei.
Mas preciso entrar
É um sentimento de desespero
Que anseia pelo medo
Um passo seguido de outro
E lentamente vou entrando
Uma leve brisa me acompanha
Sinto a respiração em minha nuca
Um estouro na porta
Me faz paralisar
Porém tarde demais
Voltar para trás
Um vulto
Um ataque
Foi mais rápido do que sonhei
Foi mais doce do que imaginei
E em minha cabeça
Apenas a lembrança
Do escuro além da porta
Nota:
(Dedicado a minha irmã que vem me surpreendendo
como suas ideias e está sempre me apoiando e
me incentivando, obrigada Karoline.)
Nota:
(Dedicado a minha irmã que vem me surpreendendo
como suas ideias e está sempre me apoiando e
me incentivando, obrigada Karoline.)
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