Hoje toda e qualquer experiência
Da minha iniciada juventude
Não foram suficientes para amenizar o cansaço da velhice
Fui invadida de perguntas sobre existência
Perguntas que me trouxeram uma realidade infeliz
Durante a vida batalhamos por sonhos
Vivemos momentos únicos
Criamos expectativas e caímos
Passamos a vida aprendemos ser gente
E de repente tudo o que tivemos numa vida
Se vê esquecido numa cama
Tudo o que um dia foram sorrisos
Se tornam lagrimas indeléveis
E espantosos gritos de agonia
Deitados em camas com olhares vagos
Sentados em cadeiras que não confortam seus corações
Suas mentes cederam à chagada da idade
Os traços da mocidade se escondem por entre rugas
Cada coração espera pela vinda da morte
São em lugares como este
Que os sonhos se cessam
Que o amor se esgota
Que a liberdade se perde
São em lugares assim
Que encontramos brilho nos olhos
Na chegada de uma visita,
Que resgatamos sorrisos
De almas sofridas por anos.
Não esperam nada vindo de nós
Mas se alegram ao surpreendê-los
E apesar de velhos, aprendi:
“que a gente nunca deixa de ser o que já fomos um dia”.